quarta-feira, 12 de março de 2008

Ah! Liberdade...




Liberdade!



Uma cor me pegou
Um simples fato, pequena dor
Coisa de coração
Puro não, doído
Regenerando-se de pensamento sofrido.

Uma cor de sol
Talvez de sal
De beijo doce
De ginga na voz
E malícia no falar
Fala suave, maneira
Cheia de mandinga, matreira
Ah! Aquele olhar
Faz gelar só em pensar.

Propondo questionamentos
Despertando sentimentos
Fingindo sensações
Iludindo corações.

Salvador, Recife, Rio
E quem nunca o viu?
A cor ficou
A obscuridão de um olhar
Vindo de um coração a gritar
Por compreensão
De um interior camuflado em Questão.

Olhar risonho
Por apenas momentos - proponho
Um "Q" de desconfiado
De querer passar sem ser notado.

Cor de cheiro de alfazema
Seu cheiro, sua essência
Trago-lhe flor de laranja
Para sorrir-lhe a vida
Reascender, quem sabe, essa dormência
E perfurmar-lhe o coração
Após minha partida.

Pseudônimo, codinome que interroga
Minha vida mais curta
Dono do meu poema mais comprido
Não foram nem oito, foram apenas cinco
Meu primeiro poema rimado
Parto natural, não-forçado.

Ô, cor de Salvador
Salvando, Libertando (em iniciais maiúsculas mesmo)
Em oito estrofes me vou
P'ra terminar o que não começou
Cor de Liberdade, negro homem
Em Q letra de seu nome você se esconde?




Março/2008